VIVER É NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ
“Diz o ditado que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Eu quero deixar esta recordação enquanto estou com minhas faculdades mentais sãs, podendo, assim, expressar meus sentimentos corretamente. Quando resolvi escrever estas coisas, não estava com medo de morrer, nem pensando em morrer, embora esta seja a maior certeza de nossas vidas, mas a morte de Beto [Alberto Porto] me abriu os olhos...”.
CYLÉA POR CYLÉA
“Estou hoje [11/03/05] com 66 anos e ainda curto bastante a vida, saindo à noite, dançando, passeando, enfim, da melhor maneira possível. Faço cooper todos os dias para me manter em forma. (...) Considero-me uma pessoa sortuda, pois consegui me formar, trabalhar, me casei com um homem maravilhoso, tive dois filhos excelentes e consegui me aposentar ainda com bastante saúde e disposição para curtir a vida”.
A NOSSA FAMÍLIA
“Sobre seu pai [Augusto José da Cruz Cardoso], eu teria motivo para escrever páginas e mais páginas. Seu pai me deu muita força nos momentos difíceis da minha vida. Ele, com o jeito que lhe é característico, deixava-me muito tranqüila; tanto que nunca deixamos de curtir nossas noitadas, nem deixamos de dançar. E ele sempre foi apaixonado por mim e por vocês”
“A nossa felicidade era estar perto dos filhos [Antônio José e Augusto César] que tão cedo nos deixaram para estudar, do que não me arrependo, pois apesar da falta que vocês fizeram, valeu à pena, porque hoje estão formados, são profissionais competentes, homens do bem que se prepararam para o futuro. Sempre demos a maior força. Vocês foram a nossa maior razão de viver; fiquem certos disto”.
“Pena, meus filhos, que vocês não tenham tido a sorte de conhecer os seus avôs maternos por terem morrido cedo, pois eram maravilhosos. Eram pessoas íntegras, carinhosas, bem parecidas conosco. Souberam dar a seus filhos uma boa educação, souberam passar-lhes os valores morais que engrandecem o homem e o dignificam”.
SEM MEDO DE SER FELIZ
“’Viver é não ter a vergonha de ser feliz’. É assim que a gente tem que levar a vida, deixando a vida nos levar”. “‘O que a gente leva da vida é a vida que a gente leva’. E na idade em que a gente está não pode estar adiando as coisas não”.
OS AMIGOS QUERIDOS
“Feliz da pessoa que tem amigos, pessoas a quem podemos recorrer de coração aberto, procurar a solução para um problema que não conseguimos resolver sozinhos”. “Estão lembrados como a gente ficava feliz ao reunir nossos amigos para festejar alguma data? Era muito bom! Bons momentos passamos juntos!”
MULHER GUERREIRA DE FÉ
“O problema da paralisia facial me tirou do ar. Fiquei meio atordoada, sem saber o que fazer, pois eu nunca imaginei que isto me aconteceria. Fiquei meio desnorteada até me acostumar com a realidade, a dura realidade. Mas o que fazer, se certas coisas nos acontecem sem o nosso consentimento? Fazer o quê? Se desesperar, entrar em depressão, ficar de mal com o mundo, não sair mais de casa? Não! Isto não é solução que se deva tomar. O negócio é dar a volta por cima e procurar amenizar o sofrimento para viver melhor e curtir a vida como se nada tivesse acontecido (quer dizer, fazer de conta que nada aconteceu) porque não é fácil você encarar certas coisas com otimismo; é preciso ter muita estrutura para suportar. (...) Ah, não tem nada que nos abata quando a gente tem filhos maravilhosos como vocês”.
“De tanto vir a Salvador para ir aos médicos, cheguei a perder a conta. Foi uma verdadeira via-sacra. Até quando vai durar essa expectativa sobre o resultado da biópsia que virá de São Paulo? É o que mais me aflige neste momento. Mas, apesar de tudo, continuo tranqüila e resignada. É o meu modo de ser e de agir”.
“E o tempo passando e eu tomando analgésicos para amenizar as dores, enfim, uma tormenta para mim. Mas nem por isso me desesperei nem perdi a fé em Deus, pois eu sei que tudo que está acontecendo comigo tem uma razão de ser; nada acontece por acaso e é Deus quem sabe o que é melhor pra gente. Se eu tenho que passar por tudo isto é vontade de Deus. Eu só tenho que me conformar e agradecer a Ele tantas graças que ele já me concedeu... Eu não tenho do que me queixar. Fui muito feliz enquanto vivi e soube aproveitar a vida fazendo as coisas que me davam prazer”.
“Após tantos exames, tantas expectativas, chegou o dia da cirurgia [9/11/06]. (...) Tom chegou de Brasília uns dois dias antes demonstrando estar preocupado, mas tentando esconder a preocupação, talvez para deixar eu e seu pai mais tranqüilos, pois iríamos enfrentar alguns dias difíceis. Eu entendia tudo, mas me punha sempre corajosa (e estava mesmo), uma guerreira que enfrenta uma batalha sem medo das conseqüências, mesmo que fosse uma delas a morte; se nascemos um dia foi para morrermos também um dia. César estava de dar pena tão grande era a sua preocupação”.
“Neste dia (9/11/06) acordei tranqüila, tomei um copo de suco de lima e só isto até a hora da cirurgia, que estava marcada para meio-dia, mas só começou às 14h00min horas. Fiquei surpresa quando vi que só estava de volta ao quarto do hospital às 11h00min horas da noite. A parte pior já havia passado e lá estava eu enfrentando um pós-operatório nada agradável, embora o meu tenha sido mais tolerável pelo carinho e amor que eu estava recebendo dos filhos amados e do marido. E para completar, os telefonemas e a presença dos parentes e amigos que muito me ajudaram a superar todos os sofrimentos naqueles dias em que passei ali. Fiquei com pena do pai de vocês que fez aniversário no dia 13 e eu só saí do hospital no dia 12. Mas mesmo assim ele estava feliz por eu já estar em casa. Mesmo assim, quando voltamos para Ilhéus, reunimos a turma para comemorar o seu aniversário e a minha recuperação”.
“Escapei desta; certamente não era aquele dia o meu último. O certo é que ainda estou aqui me recuperando e acho que viverei mais um tempo com vocês, que tal? (...) Até hoje agradeço a Deus por ter saído da cirurgia sem problemas maiores porque os menores a gente vai levando, não é mesmo?”
“Agora, resta o resultado da biópsia para ver se vou precisar de algum tratamento a mais. Seja o que Deus quiser! Este deve ser sempre o nosso pensamento diante de tudo que nos acontece; e agradecermos sempre a Deus, porque ‘Ele é o nosso pastor e nada nos faltará’”.
A PASSAGEM E A MENSAGEM
“Meus filhos, pela lei natural das coisas, eu e seu pai morreremos antes de vocês. Espero que sim, pois não gostaria de ver um filho morrer antes de mim; seria muito doloroso. (...) Amo a vida, embora saiba que a morte é certa (...). Enquanto isto não acontece, vou desfrutando o máximo que posso. Quando chegar a hora, quero que vocês aceitem sem desespero, com amadurecimento”.
Meus filhos, como diz a poesia: ‘um dia um cisne morrerá, por certo’. Se este cisne primeiro for eu, (...) que ele não sofra muito a minha falta”.
“A vida, manso lago azul algumas vezes,
algumas vezes mais fremente,
tem sido para nós, constantemente,
um lago azul sem ondas, sem espumas”.
Receitas selecionadas e testadas por Cyléa Costa Cardoso (Cyla), mãe, esposa, professora e amiga.
Apresentação
Este blog tem uma missão a cumprir: compartilhar receitas selecionadas e testadas por Cyléa Costa Cardoso. Nascida em Mascote (sul da Bahia) em 09/06/1938, filha de Antonio e Etelvina Seara Costa, irmã de Vilma/Binha/Simone/Maria (esta falecida) e de Tuíco/Ney/Nélio (falecidos), esposa de Guga, mãe de Tom e Cé, foi educadora de muitas gerações que estudaram no Instituto Nossa Senhora da Piedade, no Diocesano e em vários colégios de Ilhéus.
Completados 365 dias do seu falecimento (em 18/08/2010), não é possível pensar em Cyla sem que nos venha à mente, de comensais, algum cheiro ou sabor de algum prato seu. Este blog pretende apresentá-los. Também é nossa expectativa que os amigos, parentes, ex-colegas e ex-alunos possam virar "membros " e "seguidores", fazer comentários e contar casos porque pretendemos transformar todo este conteúdo em livro: um livro de receitas mágicas.
Sejam todos bem-vindos a esta Cozinha, que é de Cyla!
Antônio José Costa Cardoso (primogênito),
Augusto César Costa Cardoso (caçulinha),
Augusto José da Cruz Cardoso (maridão).
Completados 365 dias do seu falecimento (em 18/08/2010), não é possível pensar em Cyla sem que nos venha à mente, de comensais, algum cheiro ou sabor de algum prato seu. Este blog pretende apresentá-los. Também é nossa expectativa que os amigos, parentes, ex-colegas e ex-alunos possam virar "membros " e "seguidores", fazer comentários e contar casos porque pretendemos transformar todo este conteúdo em livro: um livro de receitas mágicas.
Sejam todos bem-vindos a esta Cozinha, que é de Cyla!
Antônio José Costa Cardoso (primogênito),
Augusto César Costa Cardoso (caçulinha),
Augusto José da Cruz Cardoso (maridão).